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24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo


Se você ama ler e ainda não conhece a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um dos maiores eventos da literatura que, como seu nome sugere, acontece de dois em dois anos no estado de São Paulo, acho que já passou da hora de conhecer o evento. Se o que você precisava era de algum motivo mais amplo do que apenas estar no meio de livros e de gente que gosta de livros, esse texto tem o intuito de lhe servir!

Fui às últimas três Bienais do Livro de SP, geralmente para mais de um dia, e assisti com os meus próprios olhos o crescimento do evento. É bom você ter isso em mente se quiser mesmo ir até o Pavilhão do Anhembi entre os dias 26 de Agosto e 4 de Setembro, porque, nos últimos anos, o Brasil cresceu, o número de leitores cresceu, o número de autores cresceu, mas o espaço do Pavilhão do Anhembi continua o mesmo. Mas não veja isso como uma coisa ruim, vai por mim.



Para quem ama livros e ama também guardar um dinheiro extra em tempos em que livros podem custar R$ 80,00, ir à Bienal do Livro é uma excelente pedida. A principal razão do evento é divulgar obras, sendo elas romances, coletâneas de contos, poesias, quadrinhos ou até livros técnicos, e há melhor forma de fazer isso do que diminuir BEM o seu preço? É quase como uma queima de estoque, e posso afirmar que, para alguns expositores, o evento tem exatamente essa finalidade. Sendo assim, é possível ir ao evento e voltar com sacolas e mais sacolas de livros comprados por um preço bem abaixo do que estamos acostumados a pagar em livrarias ou até em sites de compras.

Agora, caso você já tenha todos os livros de que precisa e não quer aumentar a sua coleção ainda, por que não fazer uma visita à Bienal para conferir os estandes das editoras? Digo por experiência própria: é um mais lindo do que o outro, do tipo que vai te querer fazer tirar uma selfie em frente a eles. Alguns até providenciam espaços confortáveis – e disputadíssimos – para degustação de um livro que você pode vir a comprar ou não. Outros oferecem experiências multimídia, como pontos para escutar audiolivros, o que, para alguns, pode ser uma experiência nova. Alguns oferecerem até cosplayers!


Muitas vezes, esses mesmos estandes possuem eventos próprios que podem envolver leitura de histórias, palestras, peças de teatro, shows musicais e, para aqueles que são fãs mesmo, manhãs ou tardes de autógrafos. Mas já digo que essas sessões são apenas para os mais fortes, especialmente se o autor cujo autógrafo você procura for famoso; são filas que começam a ser montadas muito antes do horário de início evento e que podem fazer com que o seu dia de Bienal se resuma apenas à obtenção desse autógrafo. Já passei por esse ritual uma boa quantidade de vezes, o que me rendeu um autógrafo da Thalita Rebouças (“Fala Sério, Mãe”), do Eduardo Spohr (“A Batalha do Apocalipse”) e, sim, do Ken Follett (“Eternidade Por um Fio”), e, se você é do tipo que gosta desse tipo de recordação tanto quanto eu, vale super a pena!

Alguns desses autores são responsáveis por palestras interessantíssimas também. Elas costumam abordar o mercado literário, assunto sobre o qual escritores amadores podem se interessar, sobre novos livros que estão por vir e até sobre a vida pessoa dos autores, o que rende uma boa quantidade de perguntas e curiosidades e, em alguns casos, pode até emocionar o público que os assiste falar.


O mais legal disso tudo é que boa parte desses autores (senão a maioria) é brasileira e bem conhecida. Além dos exemplos que já citei, Raphael Montes (“Dias Perfeitos”), Carolina Munhoz (“Por um Toque de Ouro”), Raphael Draccon (“Cemitério de Dragões”), Affonso Solano (“Espadachim de Carvão”), André Vianco (“Os Sete”), entre outros autores de grandes best-sellers nacionais, darão as caras por lá. Para somar a esse grupo, nesse ano temos o boom de livros escritos por famosos youtubers, então há eventos marcados com Mandy Candy (“Meu Nome é Amanda”), Zangado (“Zangado”), mais uma vez a Kéfera Buchmann (“Tá Gravando. E agora?”), autora do livro mais vendido na Bienal do Rio de Janeiro de 2015, e mais uma variedade influentes do YouTube reservados para todas as datas de Bienal. Entre os autores internacionais, se destaca a presença de Marian Keyes (“Melancia”), uma autora fofíssima! São todos eventos tão disputados quanto um lugar para se sentar na Bienal do Livro, então é melhor correr!


E aproveite para conhecer os novos autores nacionais também! Editoras como a Novo Século, a Novo Conceito e a Rocco têm investido bem talentos nacionais e costumam expor uma boa quantidade dos seus livros em seus estandes. É uma ótima maneira de saber o que os futuros best-sellers da nova geração andam escrevendo por aí e, quem sabe?, de conhecer o seu mais novo livro favorito de todos os tempos.

E se eu pudesse dar uma dica àqueles que se convenceram a ir para o evento ou que simplesmente já tinham se decidido a ir, ela seria: leve sua própria água. Chegue cedo e esteja bem alimentado também. Sabe como são as praças de alimentação dos shoppings que você frequenta? Aquilo não é nada perto das filas que você vai ter que enfrentar para conseguir comprar um salgado na Bienal do Livro de SP. Ou vá durante a semana, se não tiver coragem de enfrentar grandes multidões.
Ainda assim, é um evento que considero marcante, que vai te deixar com uma vontade grande de voltar! Não à toa, lá vou eu mais uma vez. E como senti saudade!

Para mais informações, que tal o site da 24° Bienal Internacional do Livro de São Paulo, hum?

Imagem: Bienal do Livro
Mia Fernandes
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