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um manifesto do amor próprio



Enquanto eu procrastinava livremente pelo Tumblr, encontrei um post curioso e que em suma continha a seguinte mensagem: Reblogue se você está desconfortável e não gosta de sua aparência.
Uma simples frase e até onde pude acompanhar, mais de 70 mil notas (o que significa que esse número de pessoas replicaram tal frase em seus Tumblrs ou ao menos clicaram em Like).

Isso me entristece e ao mesmo tempo me assusta.
Sei que tal website representa uma micro-fração do real número de adolescentes/jovens adultos que estão infelizes com a própria imagem e estão propensos a sérios problemas de aceitação, portanto, sinto que mais uma vez preciso retomar tal assunto em meu blog pessoal.

Eu nunca me encaixei nos padrões de beleza que nossa sociedade apresenta. 
Sou a mistura de muitas raças. Meus traços não são nórdicos, perfeitos ou remetem à beleza de uma modelo da Victoria’s Secret. 

E assim como muito de vocês, eu já me odiei muito. Não gostava da aparência do meu rosto (muito redondo), do meu corpo (quadris largos), das minhas pernas (grossas demais para uma bailarina), meu nariz (batatinha) e a lista segue por linhas e muitas linhas.
Sofri muitíssimo com bullying pela minha aparência. Deixei de usar saia por muito tempo, só por um comentário infeliz que um garoto (muito mais velho) fez a respeito das minhas pernas aos 8 anos de idade.
Tudo isso me machucou mais do que posso expressar com palavras.

Praticamente só consegui me livrar dessas amarras da aparência lá pelos 20 anos de idade. Quando entrei na idade adulta, descobri que era muito mais bonita e bem mais atraente do que algumas poucas pessoas me fizeram acreditar.
Mas até o momento em que completei tal idade, foram muitos remédios, dietas malucas e outras tentativas completamente suicidas de perder peso a qualquer custo. 
Se de alguma forma, eu puder evitar que alguém passe pelo que passei, tenham certeza de que essa será minha prioridade. 

A probabilidade de que você fique parecido com a Angelina Jolie ou o Brad Pitt, sem passar por diversas modificações no seu exterior e interior são mínimas, portanto, por qual motivo não paramos de nos odiar tanto e começamos a nos aceitar mais?
Sabe aquele papo que uma pessoa confiante, bem humorada e confortável com sua própria aparência é mil vezes mais atraente do que um pobre coitado se matando de fome só para agradar a outra pessoa? É tudo verdade! Já estive nos dois lados da moeda e posso confirmar para vocês.

Celebrem suas diferenças! Tenha em mente que sua única obrigação na vida é manter um corpo saudável e resistente. Seu nariz, cabelo, quadril, pernas, estrutura óssea e muitas outras coisinhas mais, não estão no pacote.
Então, aproveite para se apaixonar por você novamente! E tal como a Lady Gaga brilhantemente nos ensinou: I'm beautiful in my way, 'cause God makes no mistakes, I'm on the right track, baby, I was born this way.

Arte: Rachele Cateyes.
Mia Fernandes
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