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inspiração: o que eu aprendi com o quentin tarantino


"I write movies about mavericks, about people who break rules, and I don't like movies about people who are pulverised for being mavericks"
Quentin Tarantino


Muitas vezes é impossível falar sobre um diretor do calibre de Quentin Tarantino sem parecer pedante. Portanto, tentarei manter os elogios a um nível mínimo e os farei da forma mais resumida possível: ele é um dos melhores diretores vivos que o cinema tem. Tarantino possui todas as características óbvias de um gênio: curioso, ousado, vanguardista e visionário. Todavia, o que mais me encanta nele é a paixão que tem por tudo aquilo que faz. Muitas de suas produções demoram anos para serem concretizadas, pois precisam ser criadas do jeito que ele as imaginou. 

Ele é um dos poucos que fazem Cinema por paixão, arte e diversão, sem dobrar-se às exigências absurdas da Indústria. 
Além de tudo isso, ele é uma das pessoas que me inspira diariamente a ser uma pessoa mais criativa e exigir mais de cada uma das minhas criações. Portanto, é uma honra poder compartilhar as 5 maiores lições que aprendi com Quentin Tarantino: 

Seja apaixonado por tudo que você gosta. Não tenha vergonha de ser um fanboy/fangirl.
Não é segredo nenhum que antes mesmo de ser um diretor incrível, Tarantino é um aficionado por cinema. E em nenhum momento ele esconde sua fonte de inspiração e sempre presta homenagens incríveis à tudo aquilo que ama em seus filmes. 
Quantos autores/diretores eu já vi negando que tenha se inspirado nisso ou naquilo para criar algo? Como se fosse alguma vergonha ter uma referência que o tenha levado a criar algo maravilhoso. 
Tarantino expõe e deixa claro tais inspirações em seus trabalhos. E se uma das mentes mais brilhantes do cinema o faz, acredito que nós também não devemos ter vergonha de expor nossas raízes criativas em nossos trabalhos.

Continuidade é para os fracos.
Quem me conhece sabe que sou apaixonada por histórias não lineares e sim, isso foi uma influência do Tarantino e Pulp Fiction. É um recurso de storytelling complexo, porém, nos proporciona uma visão diferente sobre os fatos. Muitas vezes você sabe que fato tal ocorrerá, porém, não imagina o que tenha acontecido antes para culminar em tal ação.

Não tenha medo de ser insano.
Há quem considere Tarantino um maluco. Seja pelo fato banho de sangue que vemos em seus filmes com violência excruciante ou pelo fato de ele criar filmes completamente não comerciais, não lineares e cheio de maluquices.
E em nenhum momento ele mudou seu jeito. Ele continua sendo insano, com suas homenagens, filmes duplos com trailers falsos, pés, Uma Thurman, violência extrema e tudo mais. Não deixe de ser quem você é criativamente só por não concordarem com sua visão.

Boa música é sempre importante.
Música me inspira. Ouço música enquanto leio, escrevo, corro e até mesmo enquanto durmo. Acredito que trilhas sonoras são responsáveis pela fagulha essencial da criatividade. Escolha suas músicas cuidadosamente e deixem que elas falem por você.

Esteja rodeado por sua paixão.
Essa é uma das lições mais importantes que aprendi com Tarantino: faça o que você ama. Se o que você ama não está lhe dando dinheiro, ao menos tente estar perto daquilo que te inspira e possa se tornar um fator de motivação para você. Tarantino escrevia roteiros aos 22 anos, porém, trabalhava como balconista em uma locadora de vídeos. Não estamos falando de um emprego glamouroso, porém, lá estava ele ao lado dos filmes que tanto amava.

Em suma, Tarantino me ensinou os pilares básicos de tudo que eu considero criativo hoje em dia. E se um dia, eu finalmente vier a realizar meu sonho de ser escritora, gostaria de me dedicar à minha arte do mesmo jeito que ele se dedica ao cinema: com paixão genuína e vontade de concretizar os projetos mais incríveis, loucos e grandiosos que passarem pela minha mente.  

Mia Fernandes
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