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lidando com a autossabotagem: um guia para a vida


Existe uma energia invisível e paralisante que aflige toda a nossa geração: o poder da autossabotagem. O resultado é o pior imaginável: nos tornamos o nosso maior inimigo e muitas vezes, nem ao menos temos a consciência de que isto está ocorrendo.
Já pensou em quantas coisas você já deixou de fazer, por conta de uma vozinha que insistia que era uma ideia idiota? Quantos relacionamentos não foram pra frente por todas as vezes que você caçou pelo em ovo? Qual foi a quantidade de regimes que você abandonou, simplesmente por achar que não estava fazendo efeito nenhum (apesar da balança indicar o contrário)?
Enfim, dá pra fazer uma lista imensa com situações em que a autossabotagem fala mais alto e atrapalha a nossa vida. Pessoalmente, ainda não cheguei num nível da escala evolutiva, em que pudesse reconhecer facilmente quando é o bom senso falando x o diabinho da sabotagem.

Resolvi compilar mais um guia para ajudar todos vocês que, tal como eu, sofrem com os reveses das atitudes autodestrutivas em suas vidas.


Será que eu estou sabotando minha vida?
Esta é a pergunta que devemos fazer: será que estou tendo alguma atitude que está atrasando minha vida? Caso você sofra de uma cegueira funcional quando o assunto é seu próprio umbigo, fiz uma listinha para orientá-la: 
( ) Sempre que estou na fase de conhecer um cara e ele é bacana demais, já fico desconfiada que ele tem mil defeitos, apronta várias quando não estou olhando e imediatamente, já corto a relação.
( ) Sempre estou procurando uma justificativa para não sair da minha zona de conforto.
( ) Sempre acabo negligenciando meus projetos pessoais.
( ) Raramente termino o que começo. 
( ) Deixo tudo para mais tarde. 
( ) Entro automaticamente na defensiva quando sou criticada. 
( ) Quando sei que não tenho chances de ganhar, nem ao menos começo a jogar.
( ) Sou pessimista, pois não gosto de me iludir com um futuro incerto.

Miga, se você marcou a maioria desses lindos parênteses com um X imaginário, sinto informar, mas grandes chances que seu encosto sabotador tá pesadíssimo. 


Como devo lidar com as minhas tendências de sabotagem?
O primeiro passo aqui é entender a raiz deste problema e ela tem um nome só: o medo.  O que você precisa entender é de onde surge este medo? Ele é irracional ou provém de baixa autoestima? Será que você tem algum trauma que precisa trabalhar em algumas sessões de terapia? 

Muitas vezes podemos resolver o problema da autossabotagem com um pouco de boa vontade e esforço, entretanto, às vezes é recomendada a ajuda de um profissional. Cabe a você decidir qual é o seu caso aqui, ok? O importante é colocar o foco em melhorar.

Depois, tente analisar quais são as atitudes destrutivas que você está tendo com frequência. Faça uma lista! Podemos falar sobre este problema como um todo, entretanto, é melhor analisar cada um dos casos individualmente – sem contar que ao escrever as atitudes em um papel, você está assumindo que elas existem e isto é um grande passo.


Atitudes que você precisa adotar para vencer a autossabotagem
Deixe o medo de lado: Lembra daquele curso que você não quis começar por achar que não terminaria? Aquele prato que não quis experimentar por medo de jogar dinheiro fora? O rolê que deixou de ir por não conhecer o lugar? Tá na hora de você tomar uma pílula de coragem, vencer esses pequenos medos e experimentar o novo.
Inconscientemente, você se condicionará a topar desafios com maior facilidade e vai parar de sabotar experiências novas.

Foque no progresso: Sabe o regime que você largou achando que não estava fazendo efeito nenhum? Então, talvez você tenha que colocar seu foco no progresso ao invés de esperar resultados imediatos para suas ações. Tudo que alcançamos é resultado de muito trabalho árduo!

Dê o primeiro passo: Faça uma lista de todos os seus objetivos atuais. Qual é o primeiro passo que você precisa dar para chegar lá? Correr atrás do que quer não é humilhante. Garanto que é uma sensação muito boa poder analisar uma situação e em retrospecto pensar: bem, minha parte aqui foi feita.

A culpa não é das estrelas: Sabe esse lance de sempre encontrar um bode expiatório para os seus problemas? CHE-GA! Assuma sua parcela da culpa e lute para mudar a situação. Se você acha que lutou o suficiente, saiba quando é a hora de jogar a toalha. A palavra de ordem aqui é: amadurecer para aceitar os erros e crescer com eles.

E se...: É muito válido analisar os riscos antes de fazer algo, mas é importante saber separar um risco REAL do IMAGINÁRIO. Qual a probabilidade do que está te impedindo acontecer? O que realmente poderia acontecer num cenário real?

Você SEMPRE será criticada: Tem muita gente que deixa de fazer certas coisas por medo de encarar as críticas. Li uma matéria muito interessante na Rookie, em que eles citavam uma entrevista com Kathleen Hanna (do Bikini Kill/Le Tigre). Imprima essas palavras sábias e nunca as esqueça:

“A Beyoncé não é a Beyoncé porque ela lê os comentários na internet. Beyoncé está em Ibiza, usando uma corrente na cintura e andando de mãos dadas com seu namorado gato. Ela está indo para o iate e tomando uma Mimosa. Ela não está lendo comentários de merda sobre ela na internet e você também não deveria. Eu simplesmente penso “Será que a Beyoncé estaria lendo isso?” Não, ela simplesmente deletaria isso ou alguém deletaria por ela. O que eu realmente preciso fazer é desligar o computador e responder: Dane-se. Não me importo com o que você pensa. Eu sou a Beyoncé. Eu vou para Ibiza com o Jay-Z, dane-se! Ser criticada faz parte do trabalho, mas ir atrás das críticas sobre você, não faz”.

Enfim, agora é hora de derrotar este pequeno demônio da autossabotagem! Qual será o primeiro passo que você dará nesta nova jornada? Me conte nos comentários =)

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Mia Fernandes
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