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blogagem coletiva: coisas que todo mundo ama e eu odeio

Bitch, please!

Por muito tempo, tive a mais firme ideia de que a felicidade englobava aceitação social. Como verdadeira outcast da vida, sempre acreditei que a fórmula mágica para me enturmar em qualquer lugar era me vestir como os outros, ler os mesmos livros, ter os mesmos gostos e cantarolar as mesmas músicas.

Por tal motivo, minha personalidade sempre mudou de acordo com o grupinho/namorado do momento. Eram mudanças tão sutis que eu nem ao menos percebia. Me adaptava camaleonicamente e me tornava um espelho do que os outros eram. No final, isto só serviu para uma coisa: chegar aos 20 e poucos anos sem ter a mínima noção de quem eu realmente era. Do que eu gostava? O que eu odiava? O que fazia por prazer? O que fazia só para agradar os outros?

O tema da blogagem coletiva do Rotaroots em Maio é: "Coisas que todo mundo ama e eu odeio". Quando li a sugestão, logo desanimei e pensei: mas eu não odeio nada.

Após ler alguns posts e ter um pequeno monólogo interno, percebi que havia uma longa e extensa lista de coisas que odiava. Coisas que desprezava e fingia gostar só pra agradar. Este post será uma libertação. Um manifesto do meu novo eu, aquela que pensa por conta própria e não se importa com a opinião alheia.

Bora odiar algumas coisas?
Pizza. Mas toda vez que digo isso, as pessoas me olham como se eu fosse alienígena e eu me sentia na obrigação de acrescentar: eu até como se todo mundo quiser. Desculpa aí, galera, não vejo nadica de gostoso em pizza. Talvez a bordinha recheada com catupiri (mas é só por curtir catupiri de qualquer jeito e em qualquer coisa). 
Facebook. Sei que sou analista de mídias sociais e tenho a obrigação moral de curtir o meu meio de trabalho. Mas não gosto. Curto acompanhar algumas páginas, mas evito 80% dos posts no meu feed de notícias. Quando estou fora do horário de trabalho, nem me dou ao trabalho de acessar esta rede social. Conto os dias para uma possível ascensão do Google+
Lugares lotados. Sabe por qual motivo não vou em 90% dos shows que quero ir? Pela lotação. O trauma de ficar aproximadamente 06 horas sem dobrar a perna no show do Radiohead me traumatizou. 
Experimentar roupa. Não sou muito fã de me despir e me vestir aproximadamente 80 vezes em um espaço de 2 minutos. Tenho dois lemas muito simples: se ficar grande, vou ajustar e se ficar pequeno, um dia emagrecerei e caberá. 
"Depois eu te conto!" Quer me ver definhar e morrer lentamente? É só me falar esta frase mágica. Como a boa ansiosa que sou, meu estômago já se fecha na hora e imediatamente começo a revisar todas as nossas últimas interações para descobrir o que fiz de errado. Se não pode me contar naquele momento, não tem necessidade de dar um spoiler pra minha ansiedade, né? Fica a dica! 
Churrasco/Churrascaria Se eu fosse uma super heroína, com certeza  meu codinome seria: "Prejuízo no Rodízio". Gostaria de esclarecer que não sou vegetariana, pois se fosse permitido casar com comida japonesa e o KFC todo, eu o faria. Por algum motivo que não sei explicar, apenas a visão de carne vermelha me dá um pequeno desespero. E vocês sabem com qual frequência sou convidada para essas atividades citadas? Várias vezes! Você me reconhecerá como a garotinha que fica bebendo breja e comendo pão de alho. 
Romero Britto Me expliquem onde que está a graça/beleza na arte dele? Olha, eu adoro coisas coloridas e etc, mas não venha tentar me vender esses ~desenhos~ como suprassumo da arte moderna. Vamos deixar bem claro que se você é meu brother e surgir com qualquer coisa temática do RB, tenha certeza que irei roubar tal objeto na surdina e o colocarei numa fogueira para Behemoth. Fiquem avisados!
Quem aí também odeia algo da lista? Me dê um high five nos comentários para que eu não me sinta sozinha!
Mia Fernandes
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