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blogagem coletiva: discos da minha vida


Além do meme com os cinco personagens que eu gostaria de ser, o Rotaroots propôs uma temática muito divertida para a blogagem coletiva de Abril: Discos da minha vida.

Como dependo de música para existir desde sei lá quando, talvez este seja um dos posts mais complicados que já escrevi aqui, simplesmente pois tá impossível selecionar apenas alguns álbuns importantes, quando tudo parece fazer parte da história da minha vida. 

Depois de um longo processo seletivo, tentei escolher aqueles que de alguma forma mudaram a forma como eu ouvia música e abriram novas portas para gêneros e experiências diferentes das quais eu estava acostumada.


01. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band -  The Beatles
Sei que é um pouco clichê dizer que sua formação musical começou com The Beatles, mas estaria mentindo se omitisse esse fato. Creio que grande culpa é da minha mãe, por me introduzir ao Anthology e também pelo responsável pelo design gráfico daquele encarte - já que eu passava horas e mais horas folheando enquanto escutava as músicas.
Eventualmente, Sgt. Pepper's se tornou meu álbum favorito da banda, principalmente por ter aquela música dos Anos Incríveis que eu tanto amava na época.  


02 - Spice - Spice Girls
Tá, não vou mentir e negar que alguma vez eu tenha pegado num bambotchan, alguma vez durante a infância. Se duvidar, deve até ter rolado uma boquinha da garrafa que minha memória seletiva apagou para evitar futuros traumas. 
Mas o que realmente marcou esta época da minha vida foram as boys/girls bands dos anos 90. Sinto que Spice, das Spice Girls, foi quem abriu todo esse universo para mim e despertou algo que parecia estar adormecido dentro de mim: um gosto por coreografias mirabolantes e músicas contagiantes (sem contar o Girl Power, a primeira manifestação da feminista que existia dentro de mim). 


03 - Never Mind The Bollocks - Sex Pistols
Aí eu envelheci um pouco. Cheguei na tão temida adolescência. Já não era mais aceitável - publicamente - andar por aí com o penteado da Baby Spice e eu comecei a procurar novas alternativas de canções que se encaixassem bem em minha revolta juvenil. Foi aí que conheci a história louca do Sid e da Nancy e eventualmente só passei a ouvir punk rock - em especial, Sex Pistols.
Confesso que não escuto mais 90% das músicas que meu eu de 13 anos ouvia e achava incrível, mas Sex Pistols sempre terá um lugar especial no meu coração. 


04 - Dummy - Portishead
Com o incrível ~advento da internet~, um novo universo de bandas se abria em minha vida. Nem sei quantas madrugadas passei pendurada naquela internet discada, tentando baixar pelo menos umas cinco faixas dos meus álbuns favoritos. Vira e mexe, surgia alguma banda da qual eu não tinha ouvido falar e acabava passando a próxima meia hora, baixando uma faixa de algum álbum aleatório pra saber como era (a vida não era fácil).
Foi assim que conheci Portishead e comecei a me aprofundar em um dos meus ritmos favoritos até hoje: trip-hop. Óbvio que essa meia hora na qual baixei Sour Times, se transformou em muitas horas baixando todo o Dummy e me apaixonando pela voz da Beth Gibbons


05 - Bloco do Eu Sozinho - Los Hermanos
Caso vocês já não tenham percebido nesta altura do campeonato, confesso que eu era a maior paga pau de gringo. Não escutava MPB, samba e rock nacional estava completamente fora de cogitação.
Aí veio o Los Hermanos e mudou todos esses pré-conceitos idiotas que eu tinha da música brasileira. Uma das minhas maiores realizações, sem sombra de dúvidas, foi poder ter assistido um show desses caras ao vivo (e poder cantar a pleno pulmões cada uma daquelas músicas que amo tanto em meu idioma nativo).


06 - In Rainbows - Radiohead
Radiohead é minha banda favorita. Mas o álbum que definitivamente conquistou este lugar para a banda do Thom Yorke, certamente foi o In Rainbows. Completamente diferente dos outros álbuns da banda, este é cheio de batidas mais eletrônicas, o que para muitos fãs foi decepcionante. Mas não ao meu ver. 
Achei este álbum todo revigorante. Desde às tão infames batidas até as letras de cada canção, isso para mim é Radiohead em seu ápice criativo. 


07 - Back to Basics - Christina Aguilera
Aí eu cresci mais um bocadinho e percebi que não havia absolutamente nada de errado em curtir um popzinho maroto. Então me vem dona Christina Aguilera e lança este álbum maravilhoso que escutei até meus ouvidos sangrarem (o que obviamente não ocorreu, já que a voz dessa moça é o símbolo do poder vocal). Infelizmente, este parece ter sido o ápice da carreira dela, mas sempre que anunciam um novo álbum da Xtina (sou íntima), fico na esperança pra ser um Back to Basics Parte II. 


08 - 21 - Adele
Um belo dia, minhas inimigas resolveram se juntar e lançar uma praga horrível na minha vida amorosa que desde então, só andou pra trás, para os lados, pra baixo, pra cima, mas nunca pra frente.
Já curtia muito o trabalho da Adele desde o 19, mas ela ganhou meu coração ao me consolar em cada dor de cotovelo com o 21. Sério, não tem uma música desse CD que eu não tenha uma história pra contar.
Obrigada por me acompanhar em minha darkest hour, Adele


09 - Sigh No More - Mumford & Sons
Por fim, fica aí o CD que marca a pessoa que me tornei hoje. Cheia de camadas tal como o Sigh No More do Mumford & Sons. Se eu pudesse escolher um álbum que fosse a minha personificação, certamente seria esse. Para quem vê de fora, talvez tudo o que consigam observar é a tristeza, mas ainda há alegria e principalmente, esperança em abundância. 


Mia Fernandes
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