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divagações: o que há de errado com o lulu


Gostaria de começar o post em questão com uma confissão bem direta: eu baixei o aplicativo que todos andam falando em demasia, o maldito Lulu.

No primeiro momento, na companhia de dois amigos homossexuais, rimos da situação e avaliei ambos como um teste. Como isto ocorreu na semana passada, os perfis avaliados eram poucos e resolvemos atribuir notas para outros amigos - dessa vez, os heterossexuais - e foi aí que comecei a ficar verdadeiramente incomodada.

O primeiro pensamento é logo direcionado ao meu umbigo: E se fosse comigo? 
Não gostaria de ter meu nome e imagem vinculado a um número. Não gostaria de ser limitada a meia dúzia de hashtags. Completamente exposta para desconhecidos.

Aí me vem aquele diabinho da indignação: E você acha que os homens já não fazem isso? O aplicativo está aí para dar o troco. 

Por sorte, minha consciência falou mais alto e conclui que categorizar, separar e destrinchar um ser humano desta forma não é legal. Quer saber se um cara vale a pena? Bata um papo com ele. Não existe nada mais maravilhoso e revelador do que uma boa e velha conversa.

Apaguei todas as avaliações que fiz (todas eram bem positivas) e deletei o aplicativo do meu celular. Vi que muitas amigas também passaram pelo mesmo processo (achar engraçado - empoderador - humilhante - infantil) e sinceramente, espero que se trate de uma moda passageira e que o bom senso das pessoas fale mais alto.

E vocês, meninas, o que acham do Lulu?

Obs: Para os rapazes que não desejam ser expostos no aplicativo, sigam este link e aprendam como retirar seu perfil de lá.
Mia Fernandes
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