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cinco modelos plus size que você precisa conhecer



Quando penso em minha adolescência, as memórias mais recorrentes são sobre o relacionamento complexo com a imagem refletida no espelho. Naquela época, desenvolvi uma mania de cobrir qualquer curva/protuberância em meu corpo com o máximo de roupas possível. Eu não me via dentro do padrão de beleza e a melhor solução para tais "neuras" era esconder o que parecia excessivo.

Infelizmente, cresci numa época em que ser magra/alta era o combo ideal da beleza. Demorei para compreender que a pluralidade de nossos corpos era importante e que encaixar-se em um "padrão" não deveria ser minha prioridade.

Recentemente, estava lendo uma revista de moda e me deparei com uma entrevista com a Ashley Graham, uma das modelos plus-size mais disputadas da atualidade. Imediatamente pensei em minha juventude e como alguém como ela mudaria tudo para mim.

Daria tudo para crescer em uma realidade em que as "Ashleys" estampassem as capas das minhas publicações favoritas.

Eu entenderia muito mais cedo a importância de amar meu corpo e não ter medo de como as pessoas me veriam. Também teria me interessado mais por moda, sabendo que existem marcas que se importam com garotas como eu e que as queriam em suas passarelas.

Por isso, resolvi que ficaria mais atenta ao que se passava na carreira de tais modelos. Me senti motivada a apreciá-las e glorificar o que faziam. Para que essas (e muitas outras) mulheres incríveis continuem fazendo toda a diferença para meninas que ainda não aprenderam a amar seu corpo.

Essas são as cinco modelos plus-size que você precisa conhecer:
Precisamos falar sobre Ashley. Por mais que eu queira falar sobre as outras beldades da lista, não dá pra começar a falar sobre modelo plus-size sem reconhecer a importância de Ashley Graham para o meio.

Com um currículo impressionante, já foi capa de publicações como Vogue, Harper's Bazaar, Glamour, Sports Illustrated e Elle. Mais recentemente, ela foi a garota dos sonhos do DNCE em seu vídeo clip "Toothbrush".  

Conhecida como referência quando o assunto é plus-size, ela demonstra ter um relacionamento muito saudável e inspirador com seu corpo:
"Não há muitas mulheres que falem sobre as suas imperfeições, como eu, e fico feliz por poder ser a voz que lhes diz que é normal ter celulite. Pensem e falem positivamente sobre os seus corpos e nunca se compararem a alguém"
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Barbie Ferreira ainda pode ser considerada "novata" no meio, com apenas vinte anos de idade, ela já soma quase 500 mil seguidores em seu Instagram. Filha de brasileiros, Barbie está em ascensão e foi considerada pela Teen Vogue uma das adolescentes mais influentes de 2016.

Quanto à sua carreira, Barbie já estrelou campanhas para a American Eagle, Urban Outfitters, ASOS e muitas outras marcas relevantes no mundo fashion. A modelo chama a atenção por se recusar a permitir que suas fotos sejam retocadas:
"Não ser retocada em imagens é algo muito importante para mim. As pessoas devem saber que é assim que eu pareço, sem a percepção de ninguém sobre como meu corpo deve ser"

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Bishamber Das é reconhecida não somente por ser a primeira modelo plus-size asiática da Grã-Bretanha, mas também por ser a segunda colocada no concurso Miss India Europe em 2014.

Bishamber é a embaixadora do Curve Fashion Hub do eBay, já estrelou campanhas para marcas plus-size como a Yours Clothing e tem planos de lançar sua própria linha de roupas. Como muitas de nós, a modelo também precisou lidar com pessoas lhe dizendo que se não perdesse peso, nenhum homem nunca casaria com ela.
"Eu estava cansada das pessoas olhando para a minha aparência física e decidindo que eu não valia nada, quando na verdade eu era uma jovem brilhante que já havia alcançado tanto em minha vida acadêmica e profissional. Estava na hora de mulheres como eu tomarem um passo a frente e mostrarem ao mundo o que é diversidade"

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Olivia Campbell é uma modelo britânica que chamou muita atenção ao tirar a roupa para um pequeno documentário sobre aceitar o próprio corpo. Olivia é mãe solteira e o racismo e bullying que enfrentou durante a infância, a motivaram a largar sua educação aos quinze anos de idade.

Hoje em dia, ela assume que levou um longo tempo para fazer as pazes com sua imagem e que não tem vergonha de usar a palavra gorda.
"Ao meu ver, gorda não é algo negativo. Eu sou gorda. Essa é só uma palavra para me descrever".
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Philomena Kwao nunca sonhou em ser modelo. Crescida na Grã-Bretanha, ela acreditava que não havia espaço para mulheres negras que não se pareciam com a Naomi Campbell ou Jourdan Dunn. Quando um amigo enviou suas fotos para uma agência londrina chamada Models1, Philomena acabou vencendo uma competição e se tornou parte do casting.

Formada em Economia e com um Mestrado em Gestão Global de Saúde, Philomena é embaixadora da marca Torrid e sua beleza já estampou editoriais para sites e revistas como o i-D, Essence e etc...

Philomena acredita que beleza tem tudo a ver com se sentir confortável:
"Eu me sinto mais bonita quando estou em casa, vestindo moletom e assistindo cartoons. Em momentos como esse, eu sinto que posso baixar minha guarda e fico mais desinibida. Esse sentimento de total conforto é o que faz me sentir mais bonita"
REDES SOCIAIS: Instagram // Facebook // Twitter

Agora eu quero saber: O que você acha das modelos plus-size? Você acompanha o trabalho delas? Esqueci de mencionar alguém em minha lista? Me conte tudo nos comentários!

Imagens: Teen Vogue, Sports Illustrated, Galore Magazine, Instagram, Rebel & Romance Boudoir Photography e Torrid

Mia Fernandes

música: ctrl (sza)


A Solána Imani Rowe, ou SZA, tem 24 anos e nasceu em St. Louis, nos Estados Unidos. Ela tem contrato com uma gravadora pequena, a Top Dawg Entertainment, que apesar de modesta assina também: Kendrick Lamar. Apenas. Ela lançou o álbum Ctrl em junho deste ano e aqui seguem alguns comentários sobre esse álbum cinco estrelinhas douradas.

That is my greatest fear That if, if I lost control or did not have control, things would just, you know I would be… fatal...

Supermodel já diz a que SZA veio. Tudo que ela queria dizer e disse. Cada um dos versos é uma verdade nua e crua sobre sentimentos, decepções, traições e uma auto estima abaladíssima. Desde levar um pé na bunda no dia dos namorados até transar com o melhor amigo do ex. Supermodel é essa bagunça que as pessoas, em geral, são. Não é como ela queria que as coisas fossem, como deveriam ser, ou ser uma fantasia sobre o futuro. É. É o que é.


A vulnerabilidade de admitir pra você mesma seus sentimentos, de admitir o que você deseja, ou ainda, o que você deseja que tivesse sido. Essa é Love Galore, em parceria com o Travis Scott. Ela passa por um processo de se permitir sentir seja lá o que for, que admite que gostaria que as coisas tivessem sido de outra maneira, é desse lugar de olhar pra si mesma e aceitar tudo que há por dentro que a SZA parece ir se levantando ao longo do álbum. Mas não é um se levantar e "carregar tudo", carregar aquela bagagem pesada e incômoda que a gente parece acumular ao longo dos anos, é fazer com que tudo isso também seja parte de você. Que não seja um peso, mas uma parte de tudo que você é. Que teu passado possa te conduzir a lugares também. Lugares escuros e desconfortáveis, como a honestidade bruta de Doves in the Wind, a solidão de estar com alguém que não te corresponde em Garden (Say It Like Dat). E lugares de completa aceitação e paz consigo mesma. Desses segundinhos de completude em saber que muito pior já passou e o hoje está bem de Go Gina.

Drew Barrymore é como eu e todas as minhas amigas já nos sentimos. Aquelas meninas do colegial que nunca foram minhas amigas, minhas colegas de trabalho e da faculdade, minhas irmãzinhas, a barista do cafézinho do lado do trabalho, minha mãe, provavelmente. Todas as meninas já sentiram Drew Barrymore. Se meninos também já sentiram... provavelmente sim. Eu não saberia afirmar. Sobre meninas eu afirmo. A Drew Barrymore dentro de mim abraça a Drew Barrymore dentro de você e a SZA canta ela pra todas nós.



Em Broken Clocks a SZA é ninguém mais, ninguém menos que eu, você e todo mundo que tá ralando pra fazer a vida, pagar as contas, trabalhar daqui e de lá, ir em uns encontros esporadicamente, lembrar que a gente tá aqui vivo e... peraí já tô atrasada pro trabalho de novo.

Logo em seguida, em Anything, parece que a SZA acabou de chegar em casa de um desses encontros e tá topando e se permitindo o sentimento de "vamos ver no que dá", mas ao mesmo tempo fica o desejo de sentir mais, de sentir mais forte, de sentir de verdade. Será que é muito pedir pra sentir?

Sabe como é quando a gente começa a se perguntar essas coisas? Vem aquele espiral de pensamentos, né? E segue em Wavy (Interlude), a lembrança de todos os comportamentos e relacionamentos destrutivos que ela já se envolveu, a bagunça interna e a vontade de sair de tudo isso, de deixar pra trás não só o que já aconteceu, como de deixar pra trás também a assombração que é carregar a memória de não ter cuidado melhor de si mesma. Em Normal Girl, o desejo de que fazer tudo isso fosse fácil. O desejo que consome de ser apenas normal, de não ter esses pensamentos obscuros, de não sentir a pressão de consertar as coisas. E a si mesma.


Aquela SZA do início, que pedia pro cara não ir embora, que chorava pelos cantos pelo que já não é mais... A auto-depreciação e a falta de compaixão consigo mesma agora dão lugar à SZA que está vivendo dia a dia o melhor que ela pode, aceitando o melhor que ela tem pra oferecer e seguindo o caminho dos seus 20 e tantos anos, esperando que eles nunca acabem mas que também não acabem com ela, que lhe reste alguns amigos verdadeiros e esperando que ainda exista amor pra ela encontrar, em 20 Something.

And if it's an illusion, I don't want to wake up. I'm gonna hang on to it. Because the alternative is an abyss, is just a hole, a darkness, a nothingness. Who wants that? You know? So that's what I think about CTRL, and that's my story, and I'm stickin' to it...

Agora você pode ver a SZA fazendo um dueto com a Willow Smith aqui.
E também pode ver a SZA cantando com a Lorde e o Khalid aqui.











Imagens: Giphy e Sage
Mia Fernandes

vale a pena assistir os defensores?

Os Defensores

Defensores começa exatamente onde Punho de Ferro terminou, o que pode soar ruim, considerando a qualidade duvidosa da série, mas na verdade não é. K’um-Lun foi destruída e um sobrevivente da chacina informa a Danny Rand de que o responsável por aquilo deve ser enfrentado, sim, mas em Nova Iorque. Esse é apenas o ponto de partida da nossa história.

Luke Cage, Jessica Jones, Matthew Murdock (Demolidor) e Danny Rand (Punho de Ferro) estão, então, fisicamente muito próximos, mas o que os une são problemas de origens aparentemente diferentes que, no futuro, acabam mostrando ter a mesma fonte. Jessica está atrás de um arquiteto desaparecido. Matt surge para ela como um advogado chave de cadeia. Luke quer proteger os jovens da sua cidade da “vida fácil” ganhada com o crime e Danny só quer vingar a morte daqueles que o treinaram.


A série trabalha de maneira genial ao unir esses personagens em uma história completamente original, sem lhes tirar a essência. Os quatro membros dos Defensores e todos aqueles que os acompanham estão do jeito que os conhecemos e adoramos, portanto é preciso ressaltar que essa não é uma série para novos navegantes. Defensores une tudo o que cada uma de suas produções tem de melhor em oito episódios muito bem construídos. Talvez a qualidade de algumas cenas de ação fique a desejar, mas para os fãs de Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro vai ser uma experiência pra lá de prazeirosa ver seus personagens preferidos interagindo pelo bem de Nova Iorque. Excelentes surpresas e revelações estão guardadas em sua primeira temporada!



Imagens: Netflix/Giphy
Mia Fernandes

"look what you made me do" é o meu novo hino


Eu ainda me lembro da primeira vez que escutei uma música da Taylor Swift. Na época, não existia nada que eu curtisse mais que uma canção melosinha sobre corações partidos. "Teardrops On My Guitar" logo conquistou um lugar fixo entre  as minhas favoritas e o álbum self-titled ainda me proporciona agradáveis lembranças desse tempo (tão inocente) da minha vida.

Como boa swifitie que sou, também estava me mordendo de ansiedade para saber qual seria o tom do #TS6. Sabendo que a cantora sempre busca inspiração em sua vida pessoal, já estava aguardando muito tiro, porrada e bomba, mas nada poderia ter me preparado para a cobra.



Todo mundo que curte uma boa treta, acompanhou a (desnecessária) peleja de Kanye West/Kim Kardashian x Taylor Swift, que culminou no uso do emoji de cobra como uma ofensa pessoal para a cantora. Como a marketeira nata que a loira é, ela resolveu retomar o símbolo para si e usá-lo para promover sua nova era (que eu carinhosamente chamo de Slytherin Era).

"Look What You Made Me Do" ainda flerta com o pop, som que definiu a era "1989", mas a vibe aqui é outra: uma Taylor Swift mais dark, mais certa de sua imagem e sem medo de assumir o papel de vilã que a mídia gosta tanto de atribuir à ela.

O single em si é cheio de referências bem debochadas aos desafetos da cantora, com menção a um tilted stage (Kanye West) e um sample de Operate da trilha sonora de Mean Girls (Katy Perry). Mas não é só de shade que "Look What You Made Me Do" é composta. Taylor não deixa dúvidas sobre sua capacidade de transitar entre diferentes estilos e tanto a letra quanto a batida são um convite para chacoalhar o esqueleto e soltar a voz.

Essa prévia do que podemos aguardar no "Reputation" foi perfeita para agitar os ânimos e ditar o tom da sua nova narrativa. Se alguém estava esperando a velha Taylor que cantava sobre as lágrimas derramadas em seu violão não vai encontrá-la por aqui.
Why?
Oh, 'cause she's dead!

Mia Fernandes

meu grupo favorito de kpop


O mundo do kpop, com suas cores vibrantes e refrões contagiantes, sempre me atraiu. Porém, sempre fiquei muito intimidada ao me aventurar em um fandom cujo idioma eu não domino. Esse meu receio natural foi o que me impediu por anos de sentar e escutar algumas músicas em coreano, até o dia que uma playlist aleatória me levou até o girl group BLACKPINK.

Fiquei cativada pelo M/V (olha eu aí aprendendo os termos bonitinhos) do single WHISTLE e assisti várias vezes para captar todos os detalhes possíveis. Mas não foi só a beleza estética do vídeo que me cativou. Eu me peguei arriscando palavras desconhecidas do refrão é completamente apaixonada pela batida maravilhosa da canção.


Nos últimos dias, tenho usado a música BOOMBAYAH como meu despertador e está funcionando muito bem. Nunca me senti tão energética e empolgada. Por isso, acredito que a semana de vocês será bem privilegiada se adicionarem esse incrível e talentoso grupo a suas playlists:




O mais bacana é que amanhã (8 de Agosto) o grupo completa um ano de existência. Apenas um aninho e Lisa, Jennie, Jisoo e Rosé já estão quebrando todos os records possíveis e imagináveis. Mal posso esperar pra ver o que vem por aí! 😍
Mia Fernandes